Assim a vida se deixa ser ...
como num belo dia de sol em que se vai a praia...
e mesmo com precauções tomadas...
essa minha INSOLAÇÃO é inevitável...
e o que nos resta é sermos todos
...Carregadores de sonhos...
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Miss myself... / E com a saudade o que fazer?
Esqueci muita coisa pelo caminho. Ao passo em que libertei minha mente dos meus queridos demonios, impedi-me de criar raizes que fossem capazes de imobilizar meu pensamento. A terra presa nas minhas unhas guarda mais que o cheiro da minha terra. Ela traz consigo uma energia que me mante acordado, uma energia que impede meus olhos e sonhos de atracarem no marasmo da saudades. Sim, sinto falta de todas aquelas brisas conhecidas, do meu proprio salgado suor, mas a vida tem me ensinado que nenhuma dor deve ser forte demais para se seguir adiante.
I forgot many things around the way. At step at step, that I conquered freedom for my mind, I was subdued my pretty demons inside to me, I cant grow up my roots, and I cant leave this roots and the land forge my thinking. The land I bring to me under my nails guard more than smell of hometown. It came with it the pour energy can keeping me wake up. That energy prevents my eyes close and my dreams leave of anchor fall in the grey moon of the false miss. Yes, I really feel a lots homesick, I miss that all breezes known, my salty sweat too, but the life teach me, can't have a strong pain able to stop me from moving forward.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
EXISTO?
Talvez um dia eu passe a pensar com
palavras, a contar as letras de tuas frases e descobrir o que te destoa delas. Talvez
eu um dia qualquer olhe para a sua foto no canto esquerdo da tela e não te
reconheça mais. Quem sabe neste dia o calor tenha parado de me incomodar e o
seu cabelo de me fazer cócegas durante o sexo. A chuva pare de fugir e essa dor
idiota tenha me matado de uma vez por todas.
Não é difícil notar quando a morte esta
batendo as botas na soleira pra tirar a lama que você espalhou, embora esse
azul tão estúpido que o céu insiste em vestir seja tão mais difícil de aturar. Estava
caminhando numa das ruas apinhadas do centro hoje. Tinha esquecido como é bom
não notar os rostos. Deixar passar toda aquela angustia que cerca a vida de
tantos humanos. Deixá-los paisagem eterna, que maravilha seria. Embora alguém
sempre me esbarre num braço suado e traga de volta toda a minha corrompida
humanidade. Assim, eu logo entendo que as pessoas esbarram pra voltarem a
existir.
Infelizmente sei da minha não existência.
Sou um emaranhado de idéias, um enrugado monte de coisas quem sabe um pouco férteis
demais. Uma esquina, onde um mendigo sentado olha fixo o pôr-do-sol. Ali sentado
ele incomoda mais pela mescla de lagrima e sorriso que pelo fétido perfume atabacado. Uma lagrima seca e alegre. Não nos enxergamos, e sinto que meu
espelho me cega mais e mais a cada dia que passa.
Está decidido. Vou velejar numa calçada
de pessoas, esnobar esquinas e sempre andar em linha reta, jamais retroceder,
flexionar os joelhos ou sequer olhar as opções para o desvio da reta. Quem sabe
eu encontre logo um mar para beber. Deixe a praia e numa Atlântida devaneada em
faltas de oxigênios, eu deixe que uma parte de mim vire mendigo. Parte tal que
nadando desesperada para ver o pôr-do-sol consiga salvar o que há de bom em
mim.
domingo, 9 de junho de 2013
Prático, porém rosa...
Utópico feat Parnaso hearth in breakfast
AH! Não quero uma casa no campo, não
sirvo de molduras para paisagens bucólicas, ou que este cinza asfalto me sirva
de prefacio. Quero, bem ali, no fundo escondido, um poço de atenção, meio assim,
sem fundo e rodeado de pessoas estranhas, afinal nunca fui um espírito de
multidões. Quero mesmo um lugar pra ficar onde as perguntas não precisem de
respostas palavreadas. Detesto externalizar palavras. Um lugar no qual eu não
precise ser entendido ou fazer sentido. Onde os seus cafunés sejam constantes e
os meus nunca fiquem suados.
Eu bem que poderia morar num Ap. e ficar
apertadinho com um alguém de borracha. Andar sempre na pontas dos pés e ter
sempre um porteiro magro, velando num monitor P&B de 15 polegadas as minhas
olhadas maliciosas para os passageiros do elevador. Seria bom sentir aquele
ventinho a 45 km/h me assanhar e me roubar metade de uma paciência imaginária
seguida de um forte clique que seria imediatamente relatado ao sindico pela
louca desvairada do 507.
Quem sabe o ideal mesmo seja uma casinha
perdida no meio da confusão de torres e mais torres. Marcar na agenda de rotina
uma certa hora pra ficar pelado na varanda e ver alguns vizinhos desvairados
esconderem suas crias atrás de uma cortina roxa manchada de esperma e logo
depois voltarem a cena apenas pra dar uma conferida se é mesmo verdade. Pirar quando
as pessoas contarem “estórias” de roubos violentíssimos a casas em cidades como
aquela, e ficar imaginando o quão ruim seria mesmo ser estuprado, esfolado,
amarrado na cabeceira da cama.
Queria mesmo era não ter de pagar IPTU, conta
de luz, internet, telefone e o escambal.
Queria mesmo era morar ai onde é bem
quentinho e gostoso...
Queria mesmo era estar bem ai...
Já
esta mais do que na hora de alguém morar dentro deste coração...
Afinal
de contas, janela caindo não chama passarinho...
camillu borges in Prático, porém rosa...
(Amostra grátis do meu mais novo e inacabado projeto)
domingo, 28 de abril de 2013
Chuva
Eu
aqui sentado na chuva, pensando em como eu deveria me sentir livre a ponto de
dançar e não me sentir ridículo. Pensando em você, um você que as vezes eu
desejo, por vezes repulso. Embora saiba que esse você não exista. Não há outro
de mim. Quem seria louco o suficiente? Não, nem Zeus ousaria.
O
universo que habita em mim é destrutivo demais, é sozinho demais... cruel
demais.
A
chuva... ela tem esse efeito bobo de lavar-me de mim...
Eu
como todos os mortais espero compensar minhas falhas no ser amado, nessa tola
busca de perfeição. Busca idiota na qual insisto em manter a coerência. Embora
eu sempre me pergunte que coerência tem essa merda que acontece todas as vezes
em que eu caio ou tropeço e vem uma vontade absurda de rir. Que coerência ou
elevação pode coexistir com essa vontade louca de sexo ou embriagues que tanto
me ocorre?
Que
maldição de excesso é essa que me consome?
E
porque diabos ficar bêbado e esquecer do mundo é tão denso... tão complicado?
É
as vezes eu só quero dançar.. rir um pouco... sem me preocupar se eu de fato
existo ou se faço sentido. Se alguém me perguntasse o que eu sempre quis da
vida eu responderia sem a menor sombra de duvida... QUERO SER LEMBRADO, QUERO
SER IMATERIAL... ou talvez um sorriso idiota me calasse e algum tesão por uma
bela panturrilha torneada me roubasse o pensamento.
Não
quero fazer sentido...
Eu
quero sentir... fugir de algumas culpas...
Talvez
eu nunca tenha aprendido com os meus erros, talvez eu sempre encontre maneiras
mais sofisticadas de cometê-los repetidamente com numa valsa que repete
eternamente seus 3 tempos ou vai ver sou um simples sociopata com ares de
escritor
Pausa
pra voltar pra chuva
Sofro,
me rasgo, dilacero o cerro, aguento “jorrão”, mantenho-me firme. Preso ao piso
de uma felpuda nuvem. Sei que vago alheio a reinos que tanto prezam a
fixidez... dois canais... uma alma... uma sintonia... perdido...
Eis
a palavra chave... perdido.... inseguro... cerne... eu...
Não
importa o que eu faça a simplicidade nunca me alcançará... não importa o quão
rápido eu passe a devagar andar...
pense
o que pensar eu não ligo mesmo...
eu
já pago parte das minhas contas mesmo...
o
humano não foi feito para civilizações... foi levado... forçado a isto.
terça-feira, 19 de março de 2013
gamer
"_Perdoe-me...
Se um dia eu for mais fiel a
mim que a você...
E por este vão motivo precisar
abandonar-me de ti..."
Em dias de chuva o sabor das
cousas mudam. Por vezes amargos ou doces agora insípidas tentações. No fato de
que mudamos, moldamos e movemos tudo além do incorpóreo tempo. O dado com maior
precisão que tenho acesso é incoerentemente a falta fatal dessa minha
habilidade que dizem ser crucial.
Gostaria de saber quem elaborou
essas regras cruéis. Amaria agradecê-lo cada lágrima Cada invisível cicatriz de
guerras insanas que nunca provoquei. A idiota capacidade de prever a chuva e
não a queda. A cada músculo melhorado. A cada reconstrução neural a qual fui
exposto. Seria um inerte prazer desconhecer os significados amargos de se ser obrigado
a sorrir, enquanto um calo novo abre espaço entre seu dedão e o revestimento
duro do seu tênis carcomido por tantas e tantas topadas.
Sei agora que a dor e o amargo
valorizam o doce sabor de ternuras divinas. Assim como sei que meu corpo
prefere açucares e carboidratos. Não. Eu não tenho mesmo certeza de que
precisaria conhecer o mal, o dissabor de se viver com tanto medo de tudo e
todos pra valorizar as coisas boas. O que eu sei é que tenho que combater o meu
pessimismo a todos os segundo antes de pular da cama. Combater, antes que acabe
me acostumando demais com tudo, e vivendo com nada.
Serei um policial, vigilante,
atento guardinha dos meus automatismos... Afinal nada mais cinzentos que PLAYS
e REPLAYS...
START ...
(_)
( X )YOU LOSE...
( X ) YOU WIN...
quinta-feira, 14 de março de 2013
Saudades
Sim, eu as sinto...
Na maioria das vezes de coisas que não vivi. Do tempo em
que as musicas marginais eram o retrato de um povo alegre, que ansiava, apesar
de tudo, um lugar ao sol. Sinto sim muita falta do tempo no qual as palavras
tinham um único significado.
Além de tudo que sinto... Sinto sim, falta da qualidade...
da qualidade que o tempo traz.
Assinar:
Postagens (Atom)






